Elas tentaram.
Elas agarraram.
Elas procuraram e tocaram.
Adormeceram em leitos de névoa multi-colorida e rejeitaram-na ao acordar.
As sílabas caíram na terra e germinaram narcisos.
Cheiraram recantos húmidos e vertentes inóspitas.
As mãos, os pés e os medos, num novelo apático embrulhado em cartão.
Foram gaivotas, foram monóculos, foram o musgo, extravasaram-se.
Cafeína, cafeína, cafeína.
Um resguardo, o vapor de àgua e os azulejos.
Escreveram cartas, escreveram as paredes, escreveram os corpos e rasuraram o imo.
Esqueceram como se fazia o voltaram a aprender juntas.
Correram a volta da casa cem vezes no sentido dos ponteiros do relógio. E correram no sentido contrário até que começou a chover.
Vieram para dentro a sentiram o soalho contra as roupas encharcadas.
Fundiram os olhos no tecto e criaram raízes de hera no rodapé.
Soou o alarme e elas continuaram deitadas no mundo.
Soou o alarme e elas não recuperaram os olhos.
Soou o alarme e elas enterlaçaram os dedos.
Carolina 03.2008
gostei de te ver..saudadinhas do pessoal
aqui fica um beijinho
:)